sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sobre chá

Eu adoro chá.

Quente, gelado, com açúcar, com adoçante, sem açúcar ou adoçante, preto, verde, branco...

Aqui em casa, o único produto que nunca se esgota é o chá. Tenho chás de todos os lugares do mundo que já visitei e já provei praticamente todas as misturas de chás que produzem aqui no Brasil.

Bebo chá de qualquer coisa que mude de cor ao ser acrescentado de água, hábito que pode ser perigoso em certos países mas que me rendeu boas surpresas no Marrocos, onde descobri a menta marroquina e na Turquia onde fui apresentada ao melhor chá de maçã que já tomei na vida.

Menta marroquina é relativamente fácil de encontrar em São Paulo mas o chá granulado de maçã da Turquia vai ser um problema quando o pequeno estoque que trouxe de Istambul terminar.

Apesar de que minha paixão pelos chás não me permite ser fiel a um sabor ou marca com uma única exceção : o chá verde.

Há 10 anos atrás, chá verde virou "modinha". Eu odeio modinha. Mas minha comadre do interior, farmacêutica homeopata e doida para cuidar da saúde da gente aderiu. E eu estava na casa dela em um feriado especialmente quente, doida para tomar um suco bem gelado quando ela surgiu com uma jarra do tamanho do Empire State - ok, estou exagerando mas a jarra era grande, muito grande - e não saiu do meu lado enquanto não provei o "milagroso" chá verde.

Odiei aquele troço amargo e gelado. E fiquei inconformada por  rejeitar um chá, logo eu, que nunca fiz cara feia para chá nenhum - e antes que perguntem, sim, já tomei Boldo do Chile, e sim, é horrível mas eu nunca fiz careta - o problema só podia ser a comadre que devia ter feito algo errado na preparação.

Quando voltei a São Paulo, fui até a Liberdade e descobri o mundo maravilhoso dos chás japoneses e voltei para casa com um estoque de fazer inveja a qualquer depósito de supermercado.

E não é que a comadre estava fazendo errado? Aprendi a fazê-lo do jeito certo e a usá-lo como auxiliar para a minha saúde. Tornou-se meu vício desde então e há 10 anos bebo chá verde todos os dias. É quase como uma vitamina que complementa minha alimentação. A modinha passou, outras vieram mas, como eu não sigo modinhas, meu chá verde continua comigo.

E também os outros chás que me acompanham nas noites acordada diante do computador, assistindo TV, ouvindo música, fazendo origami ou pintando caixinhas de madeira.

Não importa a atividade, o chá sempre é o convidado de honra. Em lindas canecas, pequenas e delicadas xícaras ou copos altos e cheios de gelo, ele é minha melhor companhia.

E agora com licença porque é hora de preparar o meu chá.

Boa noite

3 comentários:

Mica disse...

Deixe-me fazer uma perguntinha sobre chás: o chá de saquinho também tem como fazer gelado?

Larissa Bohnenberger disse...

Eu gosto de chá no inverno, já que só gosto dele quente. Mas meu paladar é seletivo, chás amargos estão fora.

O meu preferido, até hoje, é o poejo. Minha avó tinha um pé na hortinha dela, e era minha bebida preferida sempre que eu ia visitá-la. Tem gosto de infância.

Bjs bjs!

Lucy Helena Mendonça disse...

Estou procurando onde comprar o chá granulado de maçã da Turquia em Sao Paulo. Poderia me dar uma dica?
Grata
Lucy