sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sobre o Big Brother

Eu tinha 12 anos quando ouvi falar do Big Brother pela primeira vez.

Estava lendo A Revolução do Bichos e descobri através de um amigo, rato de bibliotexa como eu que George Orwell tinha escrito um livro muito bom chamado 1984.

No livro, Orwell previa o futuro da humanidade no ano título e foi nas páginas de 1984 que eu conheci o Big Brother.

O verdadeiro e único.

Big Brother para mim, é o sistema de governo que Orwell criou com maestria e que oprimia o povo, vigiado 24 horas por dia, repleto de restrições e regras, o livro me angustiou de tal forma que, durante muito tempo, eu temi a chegada deste fatídico ano.

Hoje, vejo que eu deveria sim ter medo. Medo desta crescente tendência a termos nossas atividades monitoradas por empresas de segurança e até pelo próprio governo. Medo da falta de segurança que, cada vez mais, nos faz reféns em nossas próprias casas. Medo do controle que o governo, pouco a pouco, adquire sobre nossas atividades profissionais e nossas movimentações financeiras.

Mas algo me surpreendeu e me amedronta mais do que nossa vida cada dia mais se parecer com 1984 de George Orwell.

É o fato do Big Brother, o temido controlador das vidas dos personagens do livro, ter-se tornado uma paródia ridícula, cultuado no mundo todo como um fenômeno da televisão e que nada mais é do que um veículo para ganhar dinheiro pelos produtores e fama instantânea pelos participantes.

Do mesmo modo que gosto que minhas opiniões sejam respeitadas, eu respeito quem gosta dessa porcaria que enfiam goela abaixo do espectador todos os dias, apenas que considero uma imensa falta de respeito com um escritor usar um personagem como o Big Brother de uma maneira tão degradante.

George Orwell deve se revirar no túmulo de tanta raiva.

Um comentário:

Filhote de Lua disse...

Alguém que me entende!!!!!


Eu sempre penso no desrespeito que isso é.

E as vezes acho que estamos assustadoramente perto não de 1984, mas de Admirável Mundo Novo...